Feliz, todos querem ser
E são, tudo o que não são
Fingir, todos podemos fazer
Afinal, os fins justificam os meios
Põe o disfarce de manhã
Se entrega de corpo são e mente sã
Sonhos, amores, troca-os por temores
Nuances difíceis por nuances mais fáceis...
Por distração, por distração...
∞∞∞
Assim e Assim
Quando os meus dedos tocam em cordas de aço
Com a grafite eu traduzo visões que tenho do espaço
Viva a vida meu bem!
Sem medo do certo e do errado
Sem medo do dia ou da noite!
Que importa que estamos longe?
Nossos corpos são para serem usados!
Quando deitar a cabeça no travesseiro
Tente entender... Você deve viver...
Sem medo de ter esse medo
Nada será para sempre...
E o instante mais eterno que nós vivemos chama-se: Agora...
Tudo começou assim, termina assim...
∞∞∞
Legendários
Dias na escuridão
Noites sob a luz do sol
Dias diferentes
Noites bem estranhas
Não é o bastante estar sozinho
Mesmo estando nessa multidão
Solitários sob a luz do sol
Legendários da escuridão
Palavras sem nenhum sentido
Mexem muito com o coração
Noites que passaram
Noites que virão
Noites de saudades
Noites de união
Perdidos pelas ruas
Distantes da verdade
Na vida, lugares
Palavras sem nenhum sentido
Mexem muito com o coração
∞∞∞
Amores e amores e amores...
Quantos quiseram viver toda a vida?
Quantos quiseram estar até o fim?
Nunca poderia dar-lhes moradia de luxo...
Por isso, dei todo o meu corpo e um recanto do meu coração...
Alguns entenderam, outros não!
Sobre a passividade de certos filósofos e poetas
Que o Otimismo Determinista de Leibniz queime!
Que o milagreiro Pascal evapore em suas confusões metafísicas!
Que o Ateísmo de Shopenhauer creia!
Que o Dever Kantiano quebre-se!
Que o Lirismo poético de Nietzsche sorria sem disfarces...
Que o Sarcasmo de Voltaire ressuscite!
Que a grandeza de Nelson Rodrigues se Repita Eternamente!
∞∞∞
Hora de ir
Sempre é hora de ir
É bom estar pronto, de malas prontas
Ops! Eu não carrego malas
Sim! Eu não trago roupas...
∞∞∞
Blá Blá Blá
Um certo Blá Blá Blá
Ofusca o nosso Lá Lá Lá
E quando estamos juntos
Escuto o som de um certo Rá Rá Rá
Todo mundo tem esquema
Os beatos fogem na novena
Às vezes saímos de cena
Mas como mulas “nóis” sempre teima!
Quem não gosta de belas pernas morenas?
Cachorro quente só é bom se for quente
O que nos mata, sempre nos mata derrepente
Com calças, sem calças, de calças curtas...
Até quando esperaremos a mudança de lua?
É bom enquanto é novo
Depois acaba dando nojo
Indigesto, direto, imoral
Falar a verdade sempre parece banal
Nem tudo é simples
Nem tudo é belo
Nem tudo é normal
O tudo que conhecemos não bem o tudo
Há algo mais, mas não posso ver...
Um palmo adiante do além...
Blá Blá Blá...
∞∞∞
Como é eu sei que eu não sei?
∞∞∞
Quem dera ao louco, sanidade?
Quem dera ao mentiroso. Verdade?
Sorriso, sonhos, rebanho!
Simples, complicado demais?
Complexo, não queremos mais?
Adeus, até logo, até a vista!
∞∞∞
Há aqueles que escrevem muito bem e não dizem nada.
∞∞∞
Anjos de Guerra
Quando os teus segredos
Revelam-se aos seus medos
Perece que você vai se perder
Ainda lembra do passado
Mas se esquece que ontem não esteve lá
Você mente
E fingi ter terminado
Aquilo que não começou
Teu amor é uma fulga
E na volta, ainda te espera
A cor do nosso sangue
Corre nas veias escondidas
Mas podemos imaginar
O que podemos imaginar
Que pode haver por detrás disso tudo
Tanto eu quanto você
Tememos um ao outro
Perecendo anjos de guerra
Que amam, mas também odeiam
Morrem ou matam
Por amor, por honra, por justiça
É sempre uma mão de duas vias
Ainda posso me lembrar
De cada dia na terra esquecida
Onde você não existia
Quando você se escondia
E o teu abrigo era eu
Mas eu me vi perdido
E não tinha onde se esconder
A ainda pude ver
Que somos como anjos de guerra
Que amam, mas não podem ficar juntos
Como anjos de guerra
Prontos para ficarem em paz
Mas que não se deixam levar por nada
Nem pelo lado certo
Em sonhos ou somente neles
Você se vê num abrigo claro e seguro
Eu sou teu abrigo
Mas não posso me esconder
Desse mundo, dos perigos...
De tudo o que possa acontecer...
∞∞∞
POESIA DO ACASO
Somos tão estranhos
Somos diferentes
Às vezes nos entendemos
E até nos esquecemos
Falaram que era para amar
Mas não falaram da dor
Disseram que era para continuar até onde fosse
Ainda mostraram, que era para não se arrepender...
E que tudo o que é para ser
Ainda não aconteceu
Mas esconderam a verdade
Em suas faces falsas
E ocultaram a alegria que tinham
Em seus olhares tristes
Começaram a morrer em pensamento
Perdíamos tempo, controlando o tempo
Escrevíamos sobre coisas de amor
Falávamos de amor
E terminamos por amor
Contamos com você
Mas não apareceu
Fizemos história
Contamos para alguém
Passaram-se os dias
Lembremos de quase tudo
Curtimos nossa vida
Fizemos quase tudo
Mas mentimos quantas vezes
Todos, e a todos nos enganamos...
Choramos quantas vezes
Sozinhos ou abraçados
Fizemos poesias
Com coisas do passado
Fizemos tudo por amor
Terminamos por acaso
Ruínas de Hoje
Quando você andava pelas ruas, há muito tempo atrás/ eu vi você triste, talvez fosse só uma impressão minha/ mas sei por mim mesmo, que quando você se sente só tudo é uma droga/ quando você passa por todos e sente que todos podem estar maquinando contra você/ te faz sentir-se mal, você quer apenas ser bom/ mas tudo te arrasta para o obscuro/ os demônios de sua mente gritam, você quer se libertar quer estar longe/ sentir fraqueza é para os tolos/ a solidão e o azar são irmãos de natureza, os dois maquinam contra sua alma/ eu sei irmão, você já pensou em vender a alma, mas teve medo de a oferta não ser boa/ talvez você encontra alguém que te livre e te leve de volta para casa/ talvez você se perca antes disso/ as ruínas dos dias atuais tem levado a conhecer você mesmo na sua ruína? Fique frio irmão! Amanhã será apenas mais um dia normal nessa terra de nada/ a sua ira ainda está calada, não tente fazer o bem, tente ser o melhor que pode/ você é sempre capaz de elevar seus pensamentos até lugares estranhos/ até os maus amam, um dia o Diabo foi assim! Não tenha medo do inferno, não é um lugar ruim, é apenas não fazer parte desse joguinho...Há ainda tempo pra tudo/ você vai achar uma razão...
∞∞∞
A VIDA E O SUICÍDIO
Como num jogo, desses eletrônicos, onde existe um cenário com incontáveis variantes, inumeráveis disposições de imagens gráficas e de séries infindáveis de movimento, nós vivemos a vida. O bom jogador procura fechar o jogo de forma perfeita, mas, todos os jogos trazem [de forma oculta] ou longe do simples olhar, várias ciladas e enigmas. Incógnitas que muitas vezes parecem não ter respostas. O bom jogador quer, acima de tudo, terminar o jogo atingindo os [100%], custe o que custar, porque, ele sabe que um jogo só é feito para ser terminado totalmente. De forma perfeita. Ocorre, porém, que devido às inúmeras dificuldades advindas das ciladas e dos enigmas justapostos, ele acaba muitas vezes chegando ao fim do jogo sem atingir os [100%] e, em algumas situações, não chega nem na metade. Contudo, essa condição de imperfeição incomoda ao bom jogador que quer concluir o jogo de maneira perfeita, tendo, assim, o melhor aproveitamento, não pelo jogo em si, mas, para se auto-superar, para ser o melhor de si e, talvez, deixar algo de útil para os que vêm depois dele. Com efeito, o bom jogador quer antes de ser melhor que os outros e para os outros, O MELHOR DE SÍ E PARA ALÉM DE SI MESMO. Por isso, busca a superação através do jogo, porque sabe que o jogo foi feito para ser perfeito no fim, chegando aos [100%]. Ou seja, ele compreende a finalidade do jogo e o quanto ele pode ser útil para sua própria elevação e evolução individual. Sucede, assim, que um jogador comum não se importa em fechar o jogo perdendo e pulando fases, usando de segredos e artimanhas para evitar certas incógnitas e desviar-se dos enigmas. Entretanto, ele sabe que fazendo isso, não completará os [100%] do jogo, que foi feito para ser terminado de forma total. Ou seja, trata-se de uma visão medíocre de um jogador comum que não se importa em se superar, basta-lhe chegar ao fim. Já o bom jogador, àquele que almeja ir além de si mesmo através do jogo, se acabar por encontrar dificuldades e perder fases, volta e tenta se reencontrar até ter certeza que terá possibilidades de terminar o jogo de forma perfeita. Contudo, às vezes, quando não há mais inspiração para superar as difíceis ciladas impostas pelo jogo, de duas uma: ou ele para até encontrar inspiração para voltar a jogar, ou ele reinicia-o, para tentar fazer tudo certo até chegar aos [100%], indo assim além de si mesmo. Mas, o bom jogador, jamais irá apelar e usar de artimanhas e pular as fases, ele irá reiniciar o jogo e tentar tudo de novo antes de usar de artimanhas... De uma certa forma, isso equivale à vida humana, e, penso que, podemos considerar que como o bom jogador, temos por muitas vezes, avistado a finalidade perfeita do espírito no universo, ciente de que existência é apenas uma fase e que podemos ver algo muito maior e melhor no final, superando-se e indo além da própria finalidade do jogo da vida humana. Então, pensamos: - até que ponto nós não temos falhado, a ponto de comprometer o aproveitamento máximo, e nos impedir de chegar aos [100%], da finalidade universal perfeita? -. E mais que isso: - até que ponto não é lícito reiniciar o jogo? Tentar outra vez? Devemos nos manter no jogo mesmo sabendo que, cometemos erros comprometedores, que poderão nos impedir de chegar aos nossos [100%]? -. Que devemos fazer? Devemos ser como o jogador comum e medíocre que usa de artimanhas e fechar o jogo não atingindo nem os [50%]? Ou ser como O BOM jogador, que quer se superar, ir além de si através do jogo, fechando-o em [100%], nem que para isso tenha de voltar algumas fases, ou até mesmo indo ao extremo de REINICIAR O JOGO? Toda essa reflexão traz a discussão dois problemas existenciais, morais e éticos, muito sérios: - Até que ponto é dever de quem busca a verdade, mesmo sendo (de certa forma) feliz, permanecer no jogo da vida? E até que ponto seria certo, justo e necessário deixar a vida? Uns que se dizem sábios afirmam que Somente Deus pode decidir sobre nossas vidas, mas, não sabem quem é esse deus e nem conhecem a própria vida, vivem-na como mortos em suas covas... Com efeito, Sócrates e muitos outros antes dele ensinavam: há meios de Deus se manifestar, que mostram ao sábio motivos contundentes para partir. Porém, cometer violência contra si mesmo sem a ação direta do destino ou a permissão de Deus é algo mal. Como se Sócrates ou qualquer ser que anda e evacua na terra soubesse quem é esse deus! Ou seja, podemos não ter certas oportunidades, mas, temos certas escolhas. [onde não há oportunidade há escolha, onde não há escolha há oportunidade]. Por exemplo, se estiver em perigo de morte, podes tentar fugir, ou reagir, quem lhe matar é que terá de acertar as contas com Deus, mas, você reagiu e tentou viver até o último minuto. Foi capaz de celebrar a vida. Por isso, depois de ter vivido a vida de maneira intensa, além do limite de tudo, além da vida “normalzinha” além do bem e do mal humano, e mesmo assim, as coisas são contra a sua permanência em vida, é dever de todo aquele que busca a verdade, voltar-se para o mundo espiritual. E isso significa LIBERTAR-SE E SE DESAPEGAR DE TUDO QUE CORROMPE O SER... Pois, se foste capaz de viver o jogo da vida além dele, já superou a si próprio e o próprio jogo, e nada mais tem a fazer senão seguir para outras fases. A caminho disso que chamamos de Deus e que nos é DESCONHECIDO e da verdade das verdades: EM BUSCA DA ESSÊNCIA DAS ESSÊNCIAS... Para além do bem e do mal.
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