Considerações sobre o Artigo: CRÍTICA ANTICRÍTICA DA CRÍTICA, que foi publicado no Jornal Tribuna Regional de Prudentópolis em meados de agosto de 2007:
Com referência nas reflexões de Darcy Ribeiro em sua obra: ENSAIOS INSÓLITOS; nos vemos diante de algo que ainda não aconteceu no Brasil: Reforma Educacional, ou, até mesmo a Consolidação de uma Educação Democrática Não Excludente. Paramos para pensar e observamos, ajudados por outras reflexões como de Gilberto Freyre e Anísio Teixeira, de que o que prevaleceu no Brasil não foi uma EDUCAÇÃO DEMOCRÁTICA, mas sim, uma Educação Elitista. Isso é a prova máxima de que a Democracia Brasileira é Elitista. Todos os sãos de mente e espírito sabem disso. Entretanto, denunciamos o que Anísio Teixeira já denunciara: a mentalidade elitista norte-americanizada com resquícios europeus nos modismos regionalistas, dos que se propunham antes mesmo de Getúlio Vargas a “organizar” a Educação no Brasil, uma mentalidade que diz:
“... Pobre que nasce na merda deve estudar em escolas de merda. Estas, além de precárias, sendo regidas por critérios elitistas, só cumprem a função social de provar aos pobres que, além de pobres, eles são burros, e por isso, obviamente são pobres”.
Assim, entrelaçando essas duras e sérias reflexões com as do artigo em questão, rememoro em tributo a todos esses combatentes da Justiça e da Verdade: o Ideal de que em todo o Planeta, a educação e o acesso ao conhecimento não podem ser privilégios de quem quer que seja, com ou sem dinheiro! A alienação do povo se dá justamente pelo fato de que os mais instruídos ou se calam, ou entram no trenzinho da alegria elitista onde vão viver o “American´s Dreams” ou o “European’s Dreams” privando-se por inúmeros motivos de levar um pouco da Luz da Ciência e da Razão ao povo que, passivo e acomodado, mas, sobretudo, explorado até o último sopro de vida, sem quaisquer perspectivas de uma realização maior em vida, se obriga a abaixar cabeça, a dizer AMÉM e esquecer que sonha, ou, até mesmo acaba reprimindo os sonhos que nascem em seus corações diante da fatalidade real de suas existências medíocres. Dizem: “os ricos mandam e nós que precisamos obedecemos”. Ai está um rastro dos tempos idos da época da colonização. Ouvimos por ai discursos vazios, com um otimismo insano que afirma categoricamente que “não desistimos nunca, porque, somos brasileiros”. Sim! É verdade! Não desistimos da condição de miseráveis, ignorantes, analfabetos que se preocupam mais com o estômago do que com a cabeça. Ora, o que podemos fazer? Muita coisa. A começar pela EDUCAÇÃO base das Reformas Sociais Radicais, ao que chamo de Reforma Cultural do Brasil, onde, nós unimos forças para aniquilar os privilégios de Classes; para fazermos a Reforma Agrária de Fato e sem sombra de dúvida, para assumirmos com devoção a nossa Brasilidade. Coisa que, notadamente só acontece esporadicamente. Mas, quando isso irá acontecer se o povo se recusa a lutar, a questionar, a inquirir? Penso que uma Reforma assim passa, necessariamente, por estágios de grandes entregas e sacrifícios, tendo como ponto de partida os mais instruídos, os que por dever racional e humanitário, diante de tantas injustiças faraônicas devem levar sua Luz e Iluminar o povo imerso na lama da ignorância e da corrupção moral e espiritual. Contudo, isso não é tarefa de um só e sim de todos os que Buscam a Verdade e a Justiça, objetivando um mundo livre da tirania ideológica e da política boçal. Sem isso, sem essa entrega por parte dos que Pensam: (A Verdadeira Elite), nem o Brasil, nem a América e muito menos a Terra, nem antes, nem durante e nem depois, se libertarão para Buscar algo maior na Existência durante nossa aventura universal.
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Ser Feliz Com Migalhas
É hora de fazer algo!
Tomar uma atitude
Deixar para trás
A vida de “morto-vivo”
É melhor começar a banir
Esses conceitos loucos que fizeram tua cabeça mudar
Quem você pensa que é?
Corra e pegue as migalhas da mesa!
Ande! As agarre com as duas mãos!
Abra seu espírito e suma!
Liberte seu espírito e desapareça daqui!
Tente andar pela calçada, na mão...
Você quer uma coisa...Mas sabe que podia ser melhor...
Isso porque você é um grande espírito livre
Você acaba as noites sozinho
Sempre no seu lugar, onde não quer mais ficar...
Você precisa colocar para fora
Sozinho não irá conseguir
Você quer estar a milhares de anos luz daqui
Mas o que te impede?
Todas as coisas já se foram
E você ainda fica...
Desde pequeno a sorte não esteve do seu lado...
Mesmo assim não se espanta
Agora, a hora se próxima...
Esta pode ser sua última caminhada
Os que te amam dizem:
_Você sonha demais!
Sem ambição, não irá a lugar algum...
Nós dois sabemos que você não sabe quem você é...
Por que não pode ser feliz...
Aceitando as migalhas que caem da mesa?
Então, abra seu espírito e suma!
Liberte-se e desapareça daqui!
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O Problema Ético Sobre A Hipótese e a Crença
No domingo do dia vinte e dois de janeiro do ano de dois mil e seis, ás vinte e três horas e cinqüenta e um minutos, iniciei, aos meus vinte e dois anos de idade, uma reflexão existencial e ao mesmo tempo uma reflexão sobre o universo físico num todo, tido hipoteticamente como “infinito”. Evidentemente, o universo físico existe, pelo fator concreto de sua existência física constatada através da existência dos planetas e dos “VÁRIOS” sistemas solares, e, quanto à existência de Deus, só resta a “crença metafísica”, é claro, se olhada pelo viés cientifico e filosófico, tendo em consideração o critério margeador da “EVIDÊNCIA FÍSICA”. Do contrário, é possível “Pensar” a existência de Deus e de um universo imaterial, (no sentido de, livre da matéria) com todos os atributos relativos, imaterial e perfeito, opondo-se ao universo físico, material e imperfeito. Com efeito, ainda com relação ao universo físico, este, não pode ser definido como “infinito” e nem como “finito”, porque, simplesmente tratamos de uma “quantidade-número” de planetas e galáxias, a qual, inexplicavelmente chamamos de “VÁRIOS”. Este termo “VÁRIOS”, indica inexatidão da quantidade-número de objetos físicos e concretos existentes, e é, facilmente e, levianamente, elevado a denominação de “infinito”. Contudo, se observando mais detalhadamente a questão do “infinito”, perceberemos que, se o avanço tecnológico e científico humano não tem o conhecimento exato e preciso da quantidade-número, não é prudente afirmar o infinito e, da mesma forma é equivoco sugerir o “finito” com relação à quantidade-número. Pois não se trata de uma idéia fixa, exata, há um movimento, e não sabemos, ainda, neste momento de evolução, se o movimento universal é “cíclico”, espiral, linear, ou de outra forma. Ademais, não se trata de algo conhecido, como por exemplo: - um pacote de feijão, dentro de um pacote de um kilograma de feijão não sabemos exatamente, com certeza absoluta, de quantos grãos de feijão há dentro deste “espaço”, até contá-los; acontece que, com o pacote de feijão podemos pegá-lo; já com relação ao universo físico, não temos no presente momento, a tecnologia e evolução científica e humana suficiente para viajarmos até os confins do universo, em pesquisa, para saber se há uma quantidade-número, absolutamente exata, de planetas e sistemas, e com isso, não podemos determinar se o universo é finito ou infinito. Diante desta “impressão” que temos sobre a incapacidade presente da tecnologia e da ciência, só podemos ficar com o “VÁRIOS”, que não é nem finito e tão pouco infinito, mas “VÁRIOS”. Com efeito, para tentar descobrir se é possível definir exatamente uma definição é preciso explorar esta “variedade” e saber, evidentemente, se há mesmo uma quantidade-número. Então, segue-se que diante desta impossibilidade, presente, e sem previsão de tempo para a elucidação das questões em dúvida evidente, podemos raciocinar o seguinte aspecto da existência:“...não podemos definir a totalidade (finita ou infinita) do universo físico, (material) de forma evidente, por isso nós recorremos às “Hipóteses e as Probabilidades” que de uma certa forma, equivalem a “Crença”, (no sentido de que, não tendo o objeto concreto de pesquisa, ou melhor, a quantidade-número definida fisicamente) então pensamos hipoteticamente na probabilidade de que o universo seja “infinito””. Mas, porém, e se o avanço tecnológico nos possibilitar dentro de algum tempo a definição do universo como finito, como iremos considerar a questão? Com efeito, podemos considerar que todo o avanço tecnológico, cientifico e humano, de uma certa forma, até o presente momento, se deu pela postulação de teorias que visam a execução prática, às quais, possibilitaram a humanidade a atingir o espaço fora da terra, com base em hipóteses e possibilidades, ou seja, “...foi preciso crer que existiam outros planetas...” para daí então poder explorar a idéia fisicamente. O que para isso, foi necessário o avanço de outras ciências, não apenas técnicas, para servir aos propósitos da exploração do universo tido até então hipoteticamente como “infinito”. Com relação à Crença, aqui, lembramos a título de curiosidade, da máxima Agostiniana: “...crer para entender...”, tentando mostrar assim a relação que há entre a crença e a hipótese.De forma que, se não é possível definir o finito e o infinito do espaço, ou melhor, do universo físico por meio da presente evidência, é necessário, então, explorar este universo. Coisa que, ironicamente, não podemos fazer em função das limitações humanas e tecnológicas. Porém, se a ciência define presunçosamente sob hipóteses e probabilidades que o universo pode ser isso ou aquilo, então, o próprio pensamento em si, ou a idéia metafísica da existência, poderá ser levado como uma evidência, uma vez, que ambos os aspectos do raciocínio são antes de tudo, Crenças ou Hipóteses. Desta forma, Deus pode ou não existir, como o universo pode ou não ser infinito. Por isso, chegamos ao ponto crucial desta reflexão, que culminará na máxima Socrática do conhecimento: - O que sabemos como humanidade? Sobre o que sugiro a expressão “...Só conhecemos o que conhecemos...”. Ou seja, como poderemos afirmar se o universo é finito ou infinito, sem antes o explorar? Assim, como podemos afirmar que Deus existe ou não existe, se antes não conhecemos nada além das hipóteses? Logicamente, é preciso buscar conhecer o que não se conhece, física e metafisicamente, mas isso depende imediatamente de uma coisa, considerável, chamada “EVOLUÇÃO”.A EVOLUÇÃO é relativa ao grau de conhecimento. Quer dizer, talvez não tenhamos evoluído em conhecimento, prático e especulativo, tecnológico e cientifico, humano e espiritual, para poder entender mais claramente estas questões. E aqui, cabe uma crítica racional, sobre a infeliz idéia de que sendo, aparentemente, quase impossível obter uma resposta concreta e verdadeira, que una os elementos de crença e da evidência, as pessoas aceitam, por ser mais cômodo e por não precisar pensar, qualquer resposta presunçosa que surge sem “fé” verdadeira e sem evidência lógica, de qualquer um destes templos que simulam saber, sabendo no íntimo, que isto não basta. Contudo, a inquietação e a perturbação, positivas, que absorve o pensador, seja ele filósofo-matemático, cientista ou de qualquer outro tipo, fará com que ele não cesse sua busca enquanto não chegar o mais próximo possível de uma evidência física ou de uma evidência metafísica. Entretanto, em ambos os casos, a pesquisa irá necessitar de tempos em tempos da hipótese e da probabilidade, ou, da crença, para poder avançar. Do contrário, é impossível almejar ir tão longe, crendo que os fatos exatos e evidentes serão imediatamente postos à luz da comprovação empírica e racional.Com efeito, toda a questão abordada, embora pareça se encaminhar para a não-resolução das questões complexas volta-se, necessariamente, para o problema da virtude moral, ou melhor, para o ético. Ou seja, é imprescindível a elevação do conhecimento em sua totalidade, ou em outros termos, a “Educação”. No sentido de elevar o saber natural e o saber adquirido, aprofundando, de fato, os conhecimentos teóricos e práticos (técnicos) a fim de poder deixar a humanidade em condições reais não só de discutir as hipóteses, mas, de postular sob tais condições teorias sérias, que atendam aos propósitos evolutivos da humanidade, e, não apenas no âmbito do senso comum ou da presunção letrada, embora a opinião não seja totalmente eliminável. Para isto, de certa forma, é preciso que exista Filosofia, para que através dela o indivíduo perceba que para tratar de certas coisas, ele precisa estar preparado, ou seja, deve logo entender que apenas a “experiência” da vida em sociedade, embora importante, não é suficiente, e ainda, para que o próprio indivíduo perceba a sua ignorância através da presunção do saber, para daí então buscar conhecer aquilo que não conhece. Dentro desta concepção do aprendizado, a atitude de humildade e seriedade diante do “Não-saber” é típica de quem detém uma verdadeira sapiência das coisas humanas, e estes estarão sempre abertos a aprender até com as opiniões dos néscios, quando elas, são, aproveitáveis. Em suma, cabe para esta reflexão em específico, pensar que é extremamente necessário a todo e qualquer pensador que se preze, antes de discutir questões complexas, estar apto a isso.“Antes de qualquer afirmação é necessário uma Auto-afirmação do Ser”. E isto, implica uma rigorosa auto-avaliação de si mesmo, em todos os aspectos: morais, éticos, culturais, políticos, sociais, religiosos e, sobretudo, humanos. Pois não basta apenas ao pensador “Pensar” ou “Raciocinar” sobre determinado assunto, mas também o exercício da sua virtude humana. A Filosofia é aquilo que nos acorda do sono ocioso da vida comum e medíocre que nos é imposta pelo ambiente em que nascemos, para então, passarmos o dia da vida dentro das ocupações verdadeiras que são a reflexão e a meditação, antes, porém, de qualquer prática humana, deliberada. Ademais, ao voltarmos para as questões complexas, após estes raciocínios, teremos a seguinte percepção inicial: - não temos e talvez nunca tenhamos uma resposta verdadeira e evidente para a origem e o fundamento da existência de tudo, porém, cremos que conhecemos a Deus, mas, cremos, porque conhecer, implicará a evidência física. (contudo, as evidências físicas não são suficientes, para explicar a existência ou não de Deus, e se o universo é finito e infinito, por elas mesmas, por isso, a metafísica). Na verdade, sempre existirão dúvidas, e por isso a importância de buscar conhecer o que não conhecemos, e, não ficarmos apenas “grudados” nas crenças ou nas hipóteses. E de certa forma, mesmo se Deus aparecesse na terra, e tirássemos uma foto com ele, até a mais metafísica e mística das crenças duvidaria, porque, a humanidade ainda não está preparada para tal. Sendo que o que nos resta é buscar elevar nossos conhecimentos para poder entender cada vez mais este universo físico, afim de que, durante esta exploração, tenhamos uma visão mais evidente e ampliada da existência de Deus, ou então para sua contestação. Ademais, por enquanto cabe a cada um, de acordo com o grau de evolução do conhecimento, ou “crer para entender” ou “duvidar para buscar entender melhor”. Com efeito, a simples dúvida por negação, é pura perda de tempo, se é claro que ela não implique em outra coisa senão a negação, a mera discordância pedante de todo sujeito autodenominado niilista. A dúvida é essencial para iniciar novas aventuras pelos domínios do conhecimento puro e prático, mas a dúvida tomada apenas como instrumento de “erística” é insignificante e não merece ouvidos e muito menos palavras. Por isso, a todos os pensadores do universo físico:
“Pensemos e contemplemos a incomensurável grandeza da existência que ai está sob nossos olhos”...
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